
“Os desafios da indústria europeia são muito semelhantes aos desafios da indústria brasileira.” A avaliação é do presidente-executivo da Abiquim, André Passos Cordeiro, durante sua participação na Chemical Convention 2026, realizada de 21 a 23 de outubro, em Lisboa, Portugal.
Organizado conjuntamente pelo Conselho Europeu da Indústria Química (Cefic) e pelo Conselho Internacional de Associações Químicas (ICCA), o evento reuniu representantes do setor para discutir a competitividade e os caminhos para a transformação sustentável da indústria química.
Em painel sobre os desafios da indústria química europeia, Passos destacou a concorrência da produção chinesa e os elevados custos de energia e matérias-primas, especialmente do gás natural, utilizado tanto como fonte de energia quanto como insumo para a fabricação de produtos químicos.
Os números reforçam esse cenário: entre janeiro e julho de 2026, a produção química europeia recuou cerca de 2,6%, enquanto a brasileira caiu 3,1%, na comparação com o mesmo período de 2025. Já a produção chinesa cresceu quase 4%.
Para Passos, reduzir os custos estruturais de produção é essencial para que as indústrias brasileira e europeia possam competir em condições mais equilibradas. Ele também alertou para as consequências da falta de avanços nessa agenda, que pode comprometer a atividade industrial e os empregos.