A Abiquim apoia e comemora a iniciativa do Governo Federal que instituiu o Grupo de Trabalho do Programa Gás para Empregar para elaboração de estudos visando o melhor aproveitamento do gás natural produzido no Brasil, conforme publicado na manhã desta quarta-feira, no Diário Oficial da União (DOU).

Segundo André Passos Cordeiro, presidente-executivo da Abiquim, o Governo está atendendo um pleito da indústria química apresentado no Encontro Anual da Indústria Química (Enaiq) de 2022. “É o começo do trabalho para destravar mais de R$ 70 bilhões em investimentos na indústria química brasileira. Uma vez estabelecida maior oferta de gás natural, é possível contar com projetos de duas fábricas de fertilizantes, uma de metanol, uma central petroquímica, a duplicação de uma planta de eteno e a flexibilização de outra que hoje usa nafta para eteno. Um passo importantíssimo; um grande marco para a neoindustrialização nacional, que tem como base a sustentabilidade.”

Passos lembra ainda que para a indústria química brasileira, o gás natural não é somente fonte de energia, mas especialmente matéria-prima para atender segmentos estratégicos do país, entre eles o agronegócio. “Hoje o Brasil importa 90% de insumos para produção de fertilizantes, sendo ele capaz de produzir localmente. Isso não pode ser mais aceitável. A hora é agora de transformar as vantagens comparativas do nosso país em vantagens competitivas. A medida é mais do que bem-vinda. Ela significa garantia de competitividade, novos investimentos, crescimento social e econômico, renda, emprego”, ressalta Passos que complementa: “Não à toa que o déficit da indústria química fechou 2022 com um total de US$ 63 bilhões. Enquanto os americanos, por exemplo, pagam cerca de US$ 4 por milhão de BTU de gás natural, nossa indústria tem de arcar com aproximadamente US$ 17 pelo mesmo milhão de BTU. Somente com uma molécula mais competitiva, atrelada a uma política industrial de estado, caminharemos rumo a esta neoindustrialização.”