Foto: Edu Andrade/Ministério do Planejamento e Orçamento
Na última quarta-feira, dia 15 de março, a Abiquim se reuniu com a Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, em Brasília, para tratar da agenda estratégica da indústria química brasileira, suas demandas mais urgentes e como ela pode contribuir para o desenvolvimento do país.
André Passos Cordeiro, presidente-executivo da entidade apresentou o setor, enfatizando o seu potencial e as oportunidades que o Brasil tem de liderar as estratégias relacionadas às mudanças climáticas e políticas competitivas de energia e circularidade. Ele relacionou as vantagens comparativas do País, especialmente em recursos renováveis, e disse que os investimentos na transição energética produzirão efeito sobre todo o setor industrial, com destaque para a química, promovendo sobretudo a reindustrialização local.
Passos, então, mostrou à Ministra que a agenda da Abiquim está voltada ao desenvolvimento de quatro grandes missões setoriais – gás natural, bioprodutos, energias renováveis e saneamento básico – mas que a concretização de cada uma delas passa pela adoção de uma política pública de Estado e de longo prazo, sobretudo com programas de estímulos industriais a exemplo das principais economias globais, além de uma tributação coerente e que leve a uma adequada inserção internacional, transformando as inúmeras vantagens comparativas de que o Brasil dispõe em vantagens competitivas e que resultem na preservação do mercado doméstico e na ampliação da capacidade produtiva industrial, gerando emprego, renda e riqueza para o Brasil.
No final do encontro, o presidente-executivo da Abiquim ressaltou que a entidade defende uma política comercial externa responsável por meio de um dialogado e transparente processo de inserção internacional condicionado às demais entregas das reformas estruturais da economia brasileira e amparado em avaliação de impactos econômico e regulatório, compreendendo as seguintes dimensões: Governança e Estratégia; Agenda Tarifária e Acordos; Defesa Comercial; Facilitação de Comércio; Estímulos às Exportações; e Inteligência Comercial.
Atenta ao cenário apresentado e com a missão de analisar a viabilidade de projetos, controlar orçamentos e planejar a administração governamental, para então, liberar fundos para os estados e projetos do Governo, Tebet esclareceu dúvidas e reuniu todos as informações e dados técnicos acerca do setor.