Ao centro, o deputado Vinícius Carvalho e o presidente-executivo interino da Abiquim, André Passos Cordeiro, com representantes das
empresas associadas da entidade Foto: Divulgação/Abiquim

Em mais uma apresentação da Agenda da Indústria Química aos candidatos às eleições, o presidente-executivo interino da Abiquim, André Passos Cordeiro, juntamente com representantes de algumas empresas associadas à entidade reuniram-se com o deputado federal Vinicius Carvalho, líder do partido Republicanos, na última quinta-feira, 15 de setembro, na sede da entidade, em São Paulo.

 

André Passos Cordeiro contextualizou o cenário atual, reportando desafios enfrentados pelo setor e as oportunidades de crescimento da indústria química brasileira, ressaltando as contribuições à sociedade. O presidente e os representantes das empresas associadas que estavam presentes aproveitaram a oportunidade para alertar ao deputado sobre a necessidade do apoio do governo federal perante as demandas do setor no que tange questões de competitividade e segurança jurídica.

 

Um dos pontos abordados durante o encontro foi o processo de desindustrialização que o setor químico vem enfrentando. Segundo os executivos, é preciso eliminar o déficit causado pela importação de produtos químicos por meio de medidas que permitam o fim das operações fabris com capacidade ociosa, pois isso colaboraria para reestabelecer a balança comercial, reduzindo o custo de produtos e ampliando o poder de efeito multiplicador do setor químico para toda a cadeia industrial brasileira.

 

Eles afirmaram ainda que, embora as medidas existentes atualmente, como o Regime Especial da Indústria Química, sejam extremamente relevantes para o setor, é preciso estabelecer uma política industrial concreta, que garanta o suprimento de demandas, resultando em crescimento a longo prazo. “O Brasil tem cerca de 180 bilhões de dólares em ativos petroquímicos, resultado de investimentos feitos principalmente ao longo das últimas décadas, que, no entanto, estão sendo subutilizados devido as operações com capacidade ociosa. Enquanto o ideal seria uma operação fabril acima de 90%, temos fábricas operando a menos de 70% de todo a capacidade. É fundamental uma mudança de cenário a curto prazo a fim de que tenhamos resultados melhores no futuro”, destacou Cordeiro.

 

Com base nas receitas liquidas do setor no ano de 2021, os representantes das associadas da Abiquim apresentaram ainda ao deputado Vinicius Carvalho estimativas do impacto positivo que operações fabris efetivas podem oferecer à sociedade, como a geração de 30 a 40 mil novos empregos, diminuição do custo de produtos em toda a cadeia e resultados benéficos, principalmente em relação à geração de energia, sustentabilidade, saneamento e economia circular. “A realidade brasileira contém diferenciais que tornam a indústria química brasileira a mais sustentável do mundo, e que a colocam numa posição de liderança em potencial. Com uma clara regulação estatal, será possível estabelecer pilares que conduzam o setor para o sucesso das operações e, consequentemente, geração de ganhos para toda a sociedade”, complementaram os executivos. 

 

Para Vinicius Carvalho, o momento de diálogo é fundamental para que haja a condução adequada de uma estruturação política que dê vazão aos planos do setor para a almejada competitividade. Na visão do deputado, o governo está disposto a contribuir para o endereçamento dos pleitos do setor, já que eles refletem o desenvolvimento econômico do País, e que podem “ao eliminar pontos de conflito, endereçar as necessidades e alcançar o êxito do negócio”, declarou.

 

Participaram também do encontro o assessor Jonas Vieira e a secretária Elaine Moraes do gabinete do deputado Carvalho; Caliel Calves, da área de Relações Governamentais da Yara Brasil; Frederico Marchiori, Head Global de Relações Institucionais da Oxiteno; Marcelo Perracini, diretor de Relações Governamentais para América do Sul da Rhodia Solvay; Murilo Beltrame, da área de Assuntos Jurídicos da Arkema; Mariana Orsini, diretora de Relações Institucionais da Dow e Miguel Menechini, da área de Relações Governamentais da Braskem.