Camila Hubner Barcellos: “Indústria química nacional é a mais sustentável do mundo”
Foto: Abiquim/Divulgação

A Abiquim participou no dia 19 de outubro do workshop ‘Biotecnologia como Ferramenta para Sustentabilidade na Indústria Petroquímica’, evento promovido pelo Instituto Senai de Inovação em Biotecnologia, em São Paulo, que reuniu empresas químicas, especialmente as do Polo de Capuava, alunos e funcionários da entidade com o objetivo de mostrar como a Biotecnologia pode contribuir para diminuir os efeitos das mudanças climáticas.

 

Camila Hubner Barcellos, gerente de Assuntos Regulatórios e Sustentabilidade da Abiquim, falou sobre ‘A indústria química no contexto da descarbonização’. Entre os destaques da sua palestra, ela apresentou os dados de emissões no Brasil, trazendo o setor industrial como responsável por 4,5% do total de emissões no país, com a indústria química colaborando com 0,6% (escopo 1 e 2).

 

Estudo realizado recentemente pela consultoria Way Carbon para a Abiquim, de acordo com Barcellos, apontou que a pegada de carbono para os mesmos produtos selecionados, considerando a produção internacional, com o objetivo de verificar a competitividade climática da indústria nacional frente a seus concorrentes globais, mostrou que a produção desses itens no Brasil é menos carbono intensiva quando comparada com a produção na Europa (5 a 35%) e no resto do mundo (15-51%). “Isto se deve aos esforços empreendidos pelo setor no Brasil e ao fato de 82,9 % da matriz elétrica brasileira ser de origem renovável, enquanto esse percentual no mundo representa 28,6%, corroborando com a posição brasileira de indústria química mais sustentável do mundo.”

 

 

Barcellos relacionou as principais oportunidades para o Brasil – derivados do etanol, da glicerina, da mamona, do óleo fúsel, além do hidrogênio e amônia verdes, além do biometanol e dimetil éter (DME); e a oleoquímica – e, dentro desse contexto e de modo coerente ao seu histórico de atuação da Abiquim, complementou dizendo que a entidade pretende ser a principal voz na defesa dos interesses da química de renováveis no Brasil, o que inclui hidrogênio. “Defendemos o hidrogênio sustentável como a ferramenta para a neoindustrialização da química no Brasil.”

 

A gerente da Abiquim ressaltou ainda os desafios e gargalos para que o hidrogênio verde avance, bem como as rotas tecnológicas que estão sendo desenvolvidas pelos associados da Abiquim em H² Sustentável, além de apresentar outros temas como economia circular e dumping ambiental. 

O evento, que também contou com o apoio do Comitê de Fomento Industrial do Polo do Grande ABC (COFIP), abordou outros dois tópicos: ‘Descarbonização usando Biotecnologia’ – apresentado por Marcela Miranda Francisco, mestra em Ciência para o Desenvolvimento Sustentável com foco em mudanças climáticas do Senai -; e ‘Fontes de Fomento para Inovação e Sustentabilidade’ – tema tratado por Gustavo Spina Gaudencio de Almeida, coordenador de Tecnologia no Instituto SENAI de Inovação em Materiais Avançados. O encontro terminou com uma visita às instalações do SENAI Biotecnologia.

 

Mais informações sobre o tema podem ser obtidas Camila Hubner Barcellos, gerente de Assuntos Regulatórios e Sustentabilidade da Abiquim, pelo e-mail camila.barcellos@abiquim.org.br