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Abiquim e Autoridade Portuária de Santos fortalecem agenda estratégica para operações de granéis líquidos
Quarta-Feira, 09 de Setembro de 2026
A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) reuniu-se, em 2 de setembro, com o diretor de Operações da Autoridade Portuária de Santos (APS), Edilberto Ferreira “Beto” Mendes, e integrantes da equipe técnica da companhia para discutir os desafios na movimentação de granéis líquidos no Porto de Santos. O encontro marcou a retomada de uma interlocução técnica estratégica entre a indústria química e a autoridade portuária, considerada fundamental para a eficiência logística do principal complexo portuário do país.
Representaram a Abiquim William Matsuo, coordenador de Gestão Empresarial; Rodrigo Falato, assessor de Assuntos Técnicos; João Trigo, analista de Relações Institucionais; além de Luiz Shizuo Harayashiki, consultor técnico.
Durante a reunião, a Abiquim destacou o caráter estratégico das cargas químicas para a economia brasileira, que abastecem plantas industriais de operação contínua e diversos setores essenciais. A entidade alertou para o aumento dos tempos de espera na Alemoa e na Ilha Barnabé e os impactos econômicos das filas de atracação, com custos de demurrage estimados entre US$ 25 mil e US$ 30 mil por navio a cada dia de paralisação.
A experiência do grupo técnico de logística de granéis líquidos, mantido entre 2020 e 2021 com participação da APS, Abiquim, empresas associadas, a Associação Brasileira de Terminais Líquidos (ABTL), Sindamar e demais representantes da comunidade portuária, foi destacada como referência de atuação colaborativa. A coordenação entre os agentes resultou em medidas como o tratamento isonômico na aplicação da Norma de Atracação, fiscalização da produtividade operacional, adoção de prancha otimizada e alinhamento prévio sobre intervenções de infraestrutura. Com isso, os tempos de espera na Alemoa, que chegaram a 26 dias, foram reduzidos para cerca de dois dias, patamar mantido, com variações pontuais, até o início deste ano. Mais recentemente, as filas voltaram a crescer em razão dos impactos da guerra no Oriente Médio sobre as cadeias logísticas globais.
Na ocasião, a APS tratou sobre algumas iniciativas para modernizar e ampliar a capacidade portuária, incluindo o aprofundamento do canal de navegação, melhorias nos píeres da Ilha Barnabé e da Alemoa, novos berços, reforço das estruturas de defensas e dolphins, tecnologia 5G e integração dos sistemas de agendamento operacional. Também foram discutidos projetos relacionados ao STS-8, ao túnel Santos-Guarujá, ao sequenciamento de navios e à digitalização de processos.
A Autoridade Portuária reconheceu ainda a importância de aprimorar a comunicação com os usuários, especialmente sobre obras, restrições operacionais e alterações de programação que possam afetar a previsibilidade logística.
Como principal encaminhamento, Abiquim e APS concordaram em reativar o Grupo Técnico de Logística de Químicos do Porto de Santos, com participação ampliada de entidades representativas e demais operadores de granéis líquidos. A retomada do fórum reforça o compromisso conjunto com soluções técnicas e colaborativas para ampliar a eficiência operacional, a previsibilidade logística e a competitividade da indústria química brasileira.