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FIEB cria Comitê das Cadeias Química e Petroquímica para fortalecer competitividade do setor
Segunda-Feira, 10 de Agosto de 2026
“A Bahia tem um papel absolutamente estratégico para a indústria química e petroquímica brasileira. O estado responde por 35% da produção petroquímica nacional e o setor representa 22% do PIB da indústria de transformação baiana. Esses números mostram a dimensão e a importância dessa cadeia para o desenvolvimento econômico do estado e do país.” A afirmação do presidente-executivo da Abiquim, André Passos Cordeiro, foi feita durante a instalação do Comitê das Cadeias Química e Petroquímica da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), realizada na última quarta-feira (5), em Salvador.
Passos destacou ainda a relevância estratégica da cadeia para a economia baiana e a importância de ampliar a articulação entre empresas, entidades representativas e poder público. O Comitê será presidido por Carlos Alfano, diretor industrial da Braskem, e contará com a participação de representantes dos diferentes elos da cadeia produtiva. O presidente da FIEB, Carlos Henrique Passos, também participou da cerimônia de instalação.
A criação do Comitê estabelece um espaço permanente para discussão e construção de propostas relacionadas à competitividade da indústria química e petroquímica. Entre os temas prioritários estão a competitividade do Polo Petroquímico de Camaçari, a ampliação da oferta e da competitividade do gás natural, a garantia de matérias-primas em condições competitivas, o fortalecimento da defesa comercial diante do avanço de importações predatórias e a transição energética. Também fazem parte da agenda questões relacionadas a instrumentos de competitividade, como o Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química (PRESIQ), e aos critérios de acesso ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR).
Durante o evento, André Passos também fez uma apresentação sobre o panorama da indústria química brasileira, abordando os principais desafios e oportunidades para o setor e os fatores que influenciam sua competitividade. “Competitividade industrial se constrói com diálogo, articulação e visão de longo prazo. Ter um fórum como este, reunindo os diferentes atores da cadeia química e petroquímica, é fundamental para identificar prioridades, construir propostas e buscar soluções que permitam à indústria baiana continuar gerando valor e desenvolvimento”, afirmou Passos.