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Economia circular exige uma indústria química mais competitiva, defende Abiquim
Terca-Feira, 21 de Julho de 2026
"O Brasil tem uma posição única para fortalecer sua indústria química, complementando a matriz de insumos estratégicos de origens tradicionais com materiais sustentáveis e com crescente participação da circularidade nos modelos de negócios, desde que consiga avançar concretamente na elaboração de uma política de Estado, de longo prazo, de soberania produtiva e de diferencial competitivo”. A avaliação foi apresentada por Eder da Silva, gerente de Economia e Comércio Exterior da Abiquim, durante o painel "O Futuro da Indústria Química e Petroquímica",
realizado no 5º Fórum de Economia Circular & Competitividade, nos dias 14 e 15 de julho, no Teatro Unisinos, em Porto Alegre (RS).
Em sua apresentação, Eder destacou que, em um cenário de profundas transformações geopolíticas e industriais, o fortalecimento da competitividade brasileira passa pelo melhor aproveitamento de seus recursos naturais, especialmente do gás natural, aliado ao desenvolvimento de matérias-primas de menor intensidade de carbono e ao avanço da economia circular. Segundo ele, a economia circular possui desafios regulatórios e de mercado que precisam de um olhar próprio: ela também depende de uma indústria competitiva, capaz de transformar recursos disponíveis
no país em produtos de maior valor agregado, impulsionando a inovação, a sustentabilidade e o fortalecimento das cadeias produtivas nacionais.
O painel abordou temas como dependência externa, vulnerabilidades das cadeias globais de suprimento, transição para insumos circulares e matérias-primas como fator de competitividade. O debate integrou a programação do Fórum, evento que reuniu lideranças empresariais, especialistas e representantes da indústria para discutir os
desafios e as oportunidades relacionados à sustentabilidade, à inovação, ao fortalecimento da competitividade industrial e ao desenvolvimento de uma economia cada vez mais circular.