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Monitoramento de microplásticos exige ciência robusta e ação integrada

Terca-Feira, 30 de Junho de 2026

Carolina Ponce de Léon (ao centro): “Avanços nessa agenda
dependem da atuação conjunta de diferentes atores.”
Crédito: Abiquim/Divulgação


Os desafios e as oportunidades para ampliar o conhecimento sobre microplásticos estiveram em pauta durante o II Seminário sobre Monitoramento de Microplásticos, realizado em 22 de junho no Instituto de Estudos Avançados da USP (IEA-USP). O encontro - do qual a Abiquim fez parte -, reuniu representantes do governo, da academia, do setor privado e da sociedade civil para discutir estratégias capazes de fortalecer o monitoramento e apoiar a construção de políticas públicas baseadas em evidências científicas.

 

Durante o painel “Perspectivas Aplicadas e Envolvimento Setorial”, a coordenadora de Circularidade da Abiquim, Carolina Ponce de León, destacou a importância de ampliar a produção de conhecimento científico sobre o tema e promover a integração entre diferentes setores para o desenvolvimento de soluções efetivas.


Segundo Carolina, o monitoramento dos microplásticos é fundamental, mas deve estar apoiado em metodologias harmonizadas e dados confiáveis, capazes de gerar informações comparáveis e úteis para a tomada de decisões. Entre os pilares apontados para o avanço dessa agenda no Brasil estão a padronização de protocolos, o desenvolvimento de materiais de referência, a construção de bases de dados consistentes e a avaliação baseada em risco e exposição.

 

A executiva também apresentou iniciativas conduzidas pela Abiquim para contribuir com o enfrentamento do problema. Entre elas está a prevenção da perda de pellets plásticos ao longo da cadeia produtiva por meio do Operation Clean Sweep®, iniciativa global presente em diversos países e licenciada no Brasil pela Abiquim e Abiplast. Ela também mencionou a participação da entidade em iniciativas internacionais como MARII (Microplastics Advanced Research and Innovation Initiative), plataforma lançada pelo ICCA de pesquisa e diálogo técnico, além de atuar em agendas voltadas à economia circular, reciclagem e logística reversa.

 

Para a coordenadora, os avanços nessa agenda dependem da atuação conjunta de diferentes atores. “O debate sobre microplásticos deve ser conduzido de forma multissetorial, promovendo a convergência de conhecimentos, competências, responsabilidades e soluções. A ciência nos ajuda a compreender o problema, as políticas públicas ajudam a direcionar a ação, e a inovação permite transformar desafios em oportunidades”, afirmou.