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ABIQUIM destaca gestão de riscos e responsabilidade na cadeia logística em debate promovido pelo CIST
Segunda-Feira, 22 de Junho de 2026
A crescente responsabilização das empresas pelos impactos ambientais e operacionais de toda a cadeia de fornecimento esteve no centro dos debates promovidos pelo Clube Internacional de Seguros de Transportes (CIST) no último dia 17 de junho. Realizado no Auditório da SURA, em São Paulo, com transmissão simultânea pelos canais digitais da entidade, o evento reuniu especialistas dos setores de transporte, seguros e gestão de riscos para discutir os desafios da responsabilidade solidária no ambiente empresarial.
Representando a ABIQUIM, Willian Matsuo, coordenador de Gestão Empresarial da Associação, participou como debatedor do painel “Responsabilidade Solidária na Cadeia de Fornecimento: O Risco Ambiental que Pode Recair sobre sua Empresa”, contribuindo com a visão da indústria química sobre prevenção, governança e gestão de riscos na cadeia logística.
Durante o painel, os participantes discutiram os impactos da responsabilidade solidária no transporte de produtos químicos e perigosos, destacando a importância de mecanismos robustos de governança, monitoramento de prestadores de serviços, certificações setoriais e conformidade regulatória para reduzir a exposição das empresas a riscos ambientais, operacionais e reputacionais.
Ao abordar as boas práticas adotadas pelo setor químico, Matsuo destacou o Programa Atuação Responsável® e o Sistema de Avaliação de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Qualidade (SASSMAQ®) como importantes instrumentos para o fortalecimento da cultura de segurança e da excelência operacional. Segundo ele, essas iniciativas estabelecem requisitos e diretrizes que contribuem para a prevenção de acidentes, a proteção ambiental, a melhoria contínua dos processos e o aprimoramento da governança corporativa.
O coordenador ressaltou ainda que empresas que adotam padrões reconhecidos de gestão em segurança, saúde, meio ambiente e qualidade tendem a apresentar maior maturidade operacional e melhor capacidade de prevenção e resposta a emergências. Além dos ganhos operacionais e reputacionais, essas práticas podem ser consideradas positivamente por seguradoras e resseguradoras na avaliação de riscos, favorecendo condições mais competitivas para contratação de seguros.
Para Matsuo, programas como o Atuação Responsável® e o SASSMAQ® devem ser vistos não apenas como instrumentos de conformidade, mas como investimentos estratégicos capazes de gerar valor para os negócios, fortalecer a competitividade das empresas e contribuir para a construção de uma cadeia logística química cada vez mais segura, resiliente e sustentável. Nesse cenário, ele destacou que as seguradoras desempenham um papel fundamental ao incentivar a adesão aos programas da Abiquim, o que se reflete diretamente na redução de sinistros e na negociação de apólices mais competitivas.