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Notícias Abiquim

QUEM FAZ A QUÍMICA ACONTECER - “Inovação, sustentabilidade e proximidade com os clientes são os pilares do nosso crescimento.”

Quarta-Feira, 17 de Junho de 2026



Ricardo Barros

Presidente da Arkema para o Brasil e Cone Sul

Crédito: Arkema/Divulgação


Materiais mais leves, eficientes e sustentáveis têm desempenhado um papel cada vez mais estratégico em setores como construção civil, indústria de plásticos, embalagens, mobilidade, energia e revestimentos. É nesse contexto que atua a Arkema, grupo global especializado em Materiais Especiais, com operações estruturadas em três segmentos complementares: Soluções Adesivas, Materiais Avançados e Soluções de Revestimentos.

Em 2026, ano em que a companhia celebra duas décadas de trajetória, a operação no Brasil e Cone Sul inicia um novo ciclo sob a liderança de Ricardo Barros, executivo que retorna ao Grupo após ter atuado anteriormente na Bostik, divisão de soluções adesivas da Arkema para a América do Sul. Com cerca de 30 anos de experiência em liderança e transformação de negócios na América Latina, Ricardo compartilha nesta entrevista sua visão sobre competitividade, sustentabilidade e inovação, além das oportunidades que despontam para a indústria química em um cenário marcado por descarbonização, eficiência energética e digitalização.

 

 1. Como você avalia hoje o papel da Abiquim no apoio às empresas do setor químico e na construção de uma agenda de competitividade para a indústria nacional?

A Abiquim exerce um papel essencial como articuladora do setor químico brasileiro, promovendo diálogo entre indústria, governo e sociedade para construir uma agenda de competitividade alinhada às oportunidades e desafios atuais. Em um cenário de constante transformação industrial, energética e regulatória, a entidade tem sido importante para fortalecer pautas ligadas à inovação, sustentabilidade, segurança e desenvolvimento tecnológico, além de estimular um ambiente mais favorável para investimentos e crescimento da indústria química nacional.

 

2. A sustentabilidade e a gestão responsável são pilares importantes para a Arkema globalmente. Como você enxerga a contribuição desses compromissos para a estratégia e o crescimento da companhia no Brasil e Cone Sul?

Sustentabilidade e gestão responsável estão no centro da estratégia da Arkema e são fatores essenciais para o crescimento sustentável dos nossos negócios no Brasil e Cone Sul. Esses compromissos orientam nossas decisões, investimentos e o desenvolvimento de soluções que ajudam nossos clientes a enfrentar desafios relacionados à descarbonização, eficiência energética e uso responsável de recursos. Acreditamos que a prevenção de riscos nas áreas de saúde, segurança e proteção ambiental é responsabilidade de todos e, com essa mentalidade, a Arkema atingiu resultados inspiradores, como 12 anos sem acidentes com afastamento em nossa planta em Araraquara e 19 anos sem acidentes com afastamento em Rio Claro.

 

Nossa atuação no país é também pautada em metas de sustentabilidade globais, incluindo reduzir em 48,5% nossas emissões de gases de efeito estufa nos Escopos 1 e 2 e em 67% nossas emissões de GEE no Escopo 3 até 2030.

 

3. Quais mercados ou tendências você enxerga como mais promissores para o crescimento da indústria química e dos negócios da Arkema na região nos próximos anos?

A Arkema está comemorando 20 anos em 2026 e, durante esse tempo, o Grupo vem antecipando tendências e mercados estratégicos. Para os próximos anos, acreditamos que a indústria química brasileira terá um papel estratégico em setores com alto potencial de crescimento como as construções sustentáveis, mobilidade limpa, digitalização e energia verde.

 

Vemos também que mercados como o de data centers demandam tecnologias cada vez mais avançadas para garantir eficiência energética, confiabilidade e menor impacto ambiental. Na Arkema, enxergamos esse setor como uma importante oportunidade de inovação no Brasil e apoiamos com tecnologias de resfriamento, revestimentos isolantes, proteção contra incêndios e fornecimento de energia.

 

4. Na sua visão, de que forma iniciativas voltadas à inovação, sustentabilidade e excelência operacional contribuem para a competitividade da indústria química?

Esses três pilares são hoje fundamentais para a competitividade da indústria química global. A inovação permite desenvolver soluções cada vez mais sustentáveis, eficientes e de alto desempenho e, todos os anos, a Arkema tem investido significativamente em pesquisa e desenvolvimento — mais de 3% das vendas em 2025 —, mobilizando suas equipes em todo o mundo para desenvolver soluções alinhadas às demandas atuais.

 

Vemos que, cada vez mais, as empresas da indústria química têm trabalhado e investido em soluções para promover excelência operacional, gestão sustentável de recursos e colaborar com uma cadeia de valor mais limpa e sustentável. Esse movimento impulsiona a troca de experiências e estimula o setor a buscar continuamente novas soluções, certificações externas e metas que acelerem a transformação sustentável da indústria.

 

5. Ao longo da sua trajetória, houve alguma iniciativa, aprendizado ou experiência que considera inspiradora para outras empresas do setor químico? Ou da própria Arkema?

Um aprendizado importante ao longo da minha trajetória é que crescimento sustentável depende da combinação entre proximidade com clientes e escuta ativa, inovação e desenvolvimento de pessoas. Quando voltei para a Arkema, foi interessante ver como o Grupo tem vivido isso na prática nos últimos anos, por meio de uma cultura que incentiva a colaboração com clientes, entre as equipes, a busca constante por novas soluções e o compromisso com a sustentabilidade.

 

Também fiquei positivamente surpreso por ver que a empresa vem demonstrando que a indústria química brasileira tem o potencial de desenvolver ações que vão além de parcerias técnicas. Um exemplo é o patrocínio da Arkema para as Sereias da Vila, o time feminino do Santos F.C, que é pautado pela inclusão, educação e diversidade.

 

6. Você assume a liderança da Arkema no Brasil e Cone Sul em um momento de transformação para a indústria química. Quais serão suas principais prioridades à frente da empresa nos próximos anos?

Minha prioridade será dar continuidade à trajetória de crescimento sustentável da Arkema na região, fortalecendo nossa colaboração com clientes e ampliando nossa participação em mercados estratégicos. Também queremos acelerar o desenvolvimento de novos negócios alinhados às grandes tendências globais, como descarbonização, eficiência energética e digitalização. Além disso, seguiremos investindo em inovação, excelência operacional e no desenvolvimento de nossos colaboradores, reforçando o papel da Arkema como referência em Materiais Especiais, assim como Soluções de Adesivos e de Coatings no Brasil e Cone Sul.