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Diálogo com a ANTT avança debate sobre competitividade e multimodalidade no transporte químico

Quarta-Feira, 17 de Junho de 2026



Crédito: Abiquim/Divulgação


A Abiquim participou, em 11 de junho, de reunião com a Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário de Cargas (SUROC) da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em Brasília, para discutir fluxos rodoviários de produtos químicos e o uso de dados logísticos como instrumento de apoio à competitividade, à sustentabilidade e ao planejamento da infraestrutura nacional.


Participaram do encontro, pela ANTT, José Aires Amaral Filho, superintendente da SUROC; Gizelle Coelho Netto, gerente de Inteligência de Mercado e Tecnologia do Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas; e Rodrigo Lucius de Amorim, especialista em Regulação de Transporte de Produtos Perigosos. Representando a Abiquim estiveram Marcelo Pimentel, gerente de Relações Institucionais; Willian Katsuhiro Matsuo, coordenador de Gestão Empresarial; e Luiz Shizuo Harayashiki, consultor da entidade.


Durante a reunião, a Abiquim apresentou a relevância econômica e estratégica da indústria química brasileira e destacou a importância dos dados consolidados pela ANTT para subsidiar análises sobre logística, segurança, multimodalidade e descarbonização do transporte de produtos químicos. Nesse contexto, a entidade manifestou interesse em aprofundar o acesso a informações que possam complementar os dados já coletados junto às empresas associadas e apoiar estudos voltados ao aprimoramento da matriz de transporte nacional.


Ao detalhar o pleito da entidade, Willian Matsuo ressaltou que o transporte de produtos químicos no Brasil permanece fortemente concentrado no modal rodoviário, inclusive em percursos de longa distância. Segundo ele, ampliar a participação dos modais ferroviário e aquaviário é fundamental para reduzir custos logísticos, aumentar a eficiência operacional e contribuir para a redução das emissões de carbono associadas ao transporte de cargas.


Luiz Shizuo Harayashiki destacou, por sua vez, os desafios enfrentados pelo setor no transporte ferroviário. Ele observou que produtos químicos, apesar de seu elevado valor agregado e importância estratégica para a economia, frequentemente encontram limitações de acesso a esse modal, historicamente mais voltado a cargas de grande volume. Para a Abiquim, o fortalecimento da multimodalidade é um passo importante para ampliar a competitividade da indústria química brasileira e potencializar seus avanços em sustentabilidade.


Os representantes da ANTT receberam positivamente as demandas apresentadas e reconheceram o valor das análises desenvolvidas pelo setor produtivo a partir dos dados de movimentação de cargas. José Aires Amaral Filho destacou a importância do Painel de Movimentação de Cargas como ferramenta de transparência e apoio à tomada de decisões, mas explicou que as informações utilizadas pela Agência possuem origem fiscal e estão sujeitas a restrições legais de compartilhamento estabelecidas pelos órgãos responsáveis.


Como alternativa, a ANTT manifestou disposição para construir análises e estudos conjuntos a partir de demandas específicas da indústria química, utilizando os dados disponíveis internamente na Agência sem a necessidade de compartilhamento direto das bases de informação. A proposta abre espaço para o aprofundamento do diálogo técnico entre as instituições e para a construção de diagnósticos que contribuam para o desenvolvimento de soluções voltadas à logística, à competitividade e à sustentabilidade do setor químico brasileiro.