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BNDES apresenta oportunidades de financiamento para o setor químico e firma acordo de cooperação com a Abiquim
Terca-Feira, 02 de Junho de 2026
Da esquerda para a direita: André Passos Cordeiro e Daniela Manique durante a abertura da reunião; Flavio Mota, Patrícia
Fernandes e João Pieroni do BNDES com André Passos e Yhebert Gouveia Afonso da Abiquim após a assinatura do acordo
de cooperação entre as duas instituições
Crédito: Abiquim/Divulgação
A Reunião Ordinária do Conselho Diretor da Abiquim, realizada em 27 de maio, no auditório do condomínio Millenium, em São Paulo, reuniu conselheiros e lideranças do setor para discutir temas estratégicos para a indústria química brasileira. Na abertura do encontro, a presidente do Conselho Diretor da Abiquim, Daniela Manique, agradeceu o engajamento das empresas associadas na construção do Planejamento Estratégico da entidade e destacou a importância do trabalho desenvolvido pela associação. Em seguida, o presidente-executivo da Abiquim, André Passos Cordeiro, apresentou os avanços alcançados a partir desse planejamento e as prioridades que orientarão a atuação da entidade até o final de 2026.
Na ocasião, Passos ressaltou que a agenda da entidade seguirá concentrada em iniciativas voltadas ao fortalecimento da competitividade da indústria química, à ampliação da inteligência setorial e ao desenvolvimento de propostas que contribuam para o aumento da produção nacional. Entre as prioridades estão o aperfeiçoamento de instrumentos de defesa comercial, a construção de políticas de estímulo a cadeias estratégicas e a criação de novas ferramentas de inteligência competitiva para apoiar as empresas associadas.
O principal destaque da reunião foi a participação do superintendente de Desenvolvimento Produtivo e Inovação do BNDES, João Pieroni, que apresentou as principais linhas de financiamento disponíveis para o setor químico e detalhou oportunidades relacionadas ao Plano Brasil Soberano, iniciativa do governo federal que busca estimular investimentos em setores considerados estratégicos para o desenvolvimento produtivo do país.
Durante sua apresentação, Pieroni reforçou o histórico de parceria entre o BNDES e a indústria química brasileira, lembrando a participação do banco na implantação dos principais polos petroquímicos do país e em projetos que contribuíram para a consolidação do setor ao longo das últimas décadas. O executivo também destacou que a indústria química ocupa papel estratégico na agenda de desenvolvimento produtivo do Brasil, especialmente em temas ligados à inovação, descarbonização, competitividade industrial e segurança das cadeias produtivas.
Ao longo da apresentação, o executivo detalhou os principais instrumentos disponíveis para apoiar investimentos e ampliar a competitividade da indústria química nacional.
Instrumentos para competitividade, inovação e transição sustentável
Ao apresentar as linhas de apoio disponíveis, Pieroni ressaltou que o banco vem direcionando esforços para temas considerados prioritários para a indústria química, como a ampliação da oferta de gás natural, o desenvolvimento da química renovável, o estímulo à inovação tecnológica e os investimentos voltados à descarbonização.
Entre os instrumentos destacados estiveram o BNDES Finem, para projetos de expansão da capacidade produtiva; o BNDES Máquinas e Serviços, voltado à aquisição de equipamentos, sistemas industriais e insumos; o Fundo Clima, destinado a projetos de redução de emissões; e o programa Mais Inovação, que apoia iniciativas de pesquisa, desenvolvimento, digitalização e indústria 4.0.
Pieroni também chamou atenção para o Plano Brasil Soberano, lançado recentemente pelo governo federal. O programa contempla a indústria química entre os setores estratégicos elegíveis para financiamento e busca estimular investimentos voltados à ampliação da capacidade produtiva, modernização industrial e fortalecimento de cadeias consideradas essenciais para o desenvolvimento econômico do país.
Segundo o executivo, a indústria química ocupa posição central nesse processo. “O BNDES vê a indústria química como fundamental para a indústria brasileira. É uma indústria de base, uma indústria das indústrias. Gostaríamos de ver um conjunto de novos investimentos que fortaleçam essa indústria, modernizem suas plantas e contribuam para a recuperação de sua competitividade”, afirmou.
Cooperação para fortalecer o diálogo com o setor
Outro momento importante da reunião foi a assinatura do acordo de cooperação entre o BNDES e a Abiquim, formalizando uma parceria voltada ao fortalecimento do diálogo entre as duas instituições e ao desenvolvimento de iniciativas de interesse para a indústria química.
Entre as ações previstas estão a realização de eventos, oficinas temáticas e estudos setoriais, além da ampliação da troca de informações entre o banco e a entidade. A expectativa é aproximar ainda mais o BNDES das demandas da indústria química e ampliar a articulação em temas estratégicos para o setor.
André Passos ressaltou que a parceria também poderá contribuir para aproximar as necessidades das empresas dos instrumentos de financiamento disponíveis. Segundo ele, a Abiquim vem desenvolvendo estudos sobre o perfil de consumo energético e as condições de acesso ao crédito das associadas, informações que poderão subsidiar discussões futuras com o BNDES sobre instrumentos e mecanismos mais adequados às diferentes realidades empresariais do setor.
“O acordo de cooperação que assinamos vem para aprofundar ainda mais esse relacionamento entre o BNDES e a Abiquim. Ele permitirá que o banco conheça ainda melhor as demandas da indústria química e contribua para levar parte dessas discussões ao debate de políticas públicas”, destacou Pieroni.
Também participaram da reunião Flavio Mota e Patrícia Dias Fernandes, respectivamente, chefe e gerente do Departamento de Indústrias de Base e Extrativa do BNDES, que acompanharam a apresentação das linhas de financiamento e as discussões sobre oportunidades de cooperação entre o banco e a indústria química.
Ao encerrar a reunião, André Passos destacou que os temas apresentados refletem o compromisso da Abiquim em atuar de forma cada vez mais integrada com empresas, governo e instituições parceiras. Segundo ele, o fortalecimento da competitividade da indústria química passa pela construção de soluções coletivas, pela qualificação do debate público e pela articulação de iniciativas capazes de impulsionar o desenvolvimento produtivo e a competitividade do setor no país.