
Identificação
Trocar a senha
Cadastre-se
Título
APOIO:
ANUNCIE
AQUI
QUEM FAZ A QUÍMICA ACONTECER - “As empresas certificadas no padrão SASSMAQ operam em outro nível de gestão e segurança”
Terca-Feira, 26 de Maio de 2026
André Façanha, CEO da GT Soluções Logísticas
Crédito: GT Soluções Logísticas/Divulgação
Transportar produtos químicos exige precisão, segurança e capacidade constante de adaptação. Com mais de cinco décadas de atuação e quase 50 anos de experiência no segmento químico, a GT Soluções Logísticas se consolidou como uma das principais operadoras do setor, atendendo mercados como agronegócio, construção civil, saúde, farmacêutico, cosméticos e automotivo. Em um ambiente marcado por elevados padrões operacionais e regulatórios, André Façanha defende que competitividade e sustentabilidade caminham juntas — combinação que tem orientado os investimentos da empresa em inovação, eficiência operacional e qualificação de pessoas. Na entrevista a seguir, o executivo fala sobre os desafios da logística química, a evolução dos programas setoriais e o papel da Abiquim no fortalecimento da cadeia.
Como você avalia hoje o papel da Abiquim no apoio às empresas do setor químico?
Somos muito gratos à Abiquim. Nessas três décadas de parceria, aprendemos muito e conquistamos, por vários anos, o Prêmio Mirtes Suda, reconhecimento que comprova nossa excelência operacional. Isso certamente contribuiu para que hoje sejamos um grande operador logístico no mercado químico. O papel da Abiquim é fundamental para o desenvolvimento das empresas que atuam nesse segmento.
Sua empresa participa de programas como o Atuação Responsável® e o SASSMAQ? Como tem sido essa experiência?
Participamos da implementação do Programa Atuação Responsável® e também da concepção do SASSMAQ. Temos uma participação bastante ativa na Abiquim e contribuímos continuamente com as revisões do sistema. Neste momento, inclusive, estamos apoiando os trabalhos relacionados ao SASSMAQ para armazenagem, com reuniões técnicas realizadas em nossa empresa.
Quais são hoje os principais desafios ou barreiras para aderir ou avançar nesses programas? Há algo que poderia ser aprimorado para facilitar a participação das empresas?
As exigências do segmento químico são elevadas devido às características dos produtos transportados, especialmente os produtos perigosos. Por isso, não é possível abrir mão desse padrão de excelência. Claro que os
programas podem — e vêm — sendo aprimorados ao longo dos anos, mas não vejo espaço para reduzir o nível de exigência. Os principais desafios estão relacionados às empresas que optam por não atuar no segmento químico em razão das particularidades operacionais, dos investimentos necessários ou mesmo por estratégia interna.
Na sua visão, de que forma iniciativas como essas contribuem — ou podem contribuir — para a competitividade, a segurança e a sustentabilidade do setor?
Sem dúvida, as empresas certificadas no padrão SASSMAQ operam em um outro nível de gestão e segurança operacional. Uma operação segura contribui não apenas para a indústria e para a transportadora, mas também para toda a sociedade, considerando os impactos que um acidente envolvendo produtos químicos pode causar. Além disso, manter operações seguras fortalece a imagem das empresas, contribui para a sustentabilidade dos negócios e amplia a competitividade do setor.
A GT Soluções Logísticas alguma iniciativa, aprendizado ou case que possa inspirar outras empresas?
Sim. Ao longo dessas décadas de atuação no segmento químico, desenvolvemos inúmeras iniciativas internas. Destaco a gestão da nossa torre de controle operacional, que utiliza um agente de inteligência artificial para orquestrar processos e monitorar, em tempo real, parâmetros críticos das operações de transporte, como velocidade e desempenho operacional. Também contamos com o conceito EcoDrive, no qual os motoristas são reconhecidos por práticas de condução que reduzem emissões, aumentam a segurança e promovem economia de diesel. Além disso, realizamos a gestão automatizada das emissões de CO₂ por veículo, rota e cliente, facilitando o gerenciamento do Escopo 3 pelas indústrias e do Escopo 1 pela própria empresa. Somado a isso, mantemos um trabalho próximo aos motoristas antes de cada viagem, com briefings de rota e testes operacionais fundamentais para o sucesso do programa.