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QUEM FAZ A QUÍMICA ACONTECER - “O grande desafio é integrar o ecossistema logístico e regulatório”
Terca-Feira, 07 de Abril de 2026
Com 72 anos de atuação, a Movecta é uma das maiores operadoras logísticas do Brasil, com presença estratégica nos estados de São Paulo, Santa Catarina e Pernambuco. A companhia conta com nove unidades operacionais, sendo seis terminais alfandegados, e atua de forma integrada em diferentes elos da cadeia logística, atendendo segmentos como químico, farmacêutico, alimentos, eletrônicos e cargas de projeto. No setor químico - um dos prioritários para a empresa -, a Movecta já responde por cerca de 5% da movimentação de importações em contêineres no país. Diretor Comercial da companhia, Gustavo Paschoa destaca o papel da logística integrada e da infraestrutura especializada como diferenciais para atender às demandas presentes e futuras da indústria.
Como você avalia hoje o papel da Abiquim no apoio às empresas do setor químico?
A Abiquim exerce um papel essencial como ponte entre o setor químico e o governo, especialmente no apoio regulatório. Para nós, operadores logísticos, esse é um ponto crítico, porque lidamos com uma série de exigências e órgãos diferentes. A atuação da entidade ajuda a organizar esse diálogo e a construir um ambiente mais estruturado, seguro e previsível para as empresas.
A Movecta participa de programas como o Atuação Responsável® e o SASSMAQ? Como tem sido essa experiência?
Sim, participamos. Temos certificação SASSMAQ em nossa unidade do Guarujá e seguimos uma série de outras certificações e licenças, incluindo ISO e autorizações de órgãos governamentais. Isso reforça nosso compromisso com segurança, meio ambiente e compliance. A experiência tem sido muito positiva e contribui para elevar o padrão das operações.
Quais são hoje os principais desafios para avançar nesses programas?
O principal desafio está na integração entre exigências e agentes reguladores. Hoje, muitas vezes, precisamos atender a processos semelhantes junto a diferentes órgãos - como Exército, ANVISA, MAPA e Polícia Federal -, mas de forma separada e com pouca padronização. Isso gera retrabalho, aumenta custos e traz imprevisibilidade aos processos. Há uma oportunidade clara de evolução na coordenação e simplificação dessas exigências, com uma visão mais integrada da cadeia logística e regulatória, o que traria ganhos relevantes de eficiência sem comprometer a segurança.
Na sua visão, de que forma essas iniciativas contribuem para o setor?
Elas são fundamentais para garantir segurança, padronização e confiabilidade nas operações. Ao mesmo tempo, ainda há espaço para evoluir na coordenação entre esses instrumentos e os diferentes órgãos envolvidos. À medida que essa integração avança, o setor ganha não apenas em segurança, mas também em eficiência e competitividade.
Gostaria de destacar alguma iniciativa que possa inspirar outras empresas?
A Movecta vem investindo fortemente em um planejamento estratégico de crescimento até 2030, no qual o setor químico é prioritário e que prevê dobrar o tamanho da companhia nos próximos anos. Para isso, a empresa aposta na integração de infraestrutura e processos, oferecendo soluções logísticas completas, com rastreabilidade, gestão proativa de riscos e alta conformidade regulatória. Esse modelo permite atender desde cargas químicas perigosas até o uso de tecnologia e telemetria para monitoramento em tempo real. Na próxima semana, participaremos da Intermodal South America 2026, em São Paulo, mostrando nossa oferta de serviços, inclusive, para o setor químico, atendendo todas as etapas da jornada logística. Nosso objetivo é consolidar a empresa como um player cada vez mais relevante na movimentação de químicos no Brasil, com soluções seguras, eficientes e integradas.