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SECEX dialoga com Abiquim sobre Acordo Mercosul–UE e seus impactos e perspectivas para o setor químico
Terca-Feira, 07 de Abril de 2026
A Secretária Adjunta de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Daniela Ferreira de Matos, participou, em 31 de março de 2026, de reunião da Comissão de Economia e Competitividade da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). Na ocasião, apresentou os principais aspectos e impactos do Acordo Mercosul–União Europeia, recentemente assinado.
Durante a exposição, a Secretária destacou a relevância estratégica da União Europeia para o comércio exterior brasileiro, ressaltando o dinamismo das relações bilaterais em bens e serviços e sua contribuição para a geração de emprego, renda e competitividade das empresas exportadoras — incluindo o setor químico.
Daniela Matos enfatizou que o acordo representa um marco nas relações comerciais internacionais do Brasil ao integrar mercados que somam mais de 700 milhões de consumidores, com elevado nível de renda. Segundo estudos apresentados, a iniciativa tende a gerar efeitos positivos sobre o Produto Interno Bruto, investimentos, salários reais, exportações e preços ao consumidor, consolidando-se como um importante vetor de crescimento de longo prazo.
Condições para competitividade e adaptação da indústria
No que se refere à indústria química, foram detalhados os principais pontos das ofertas tarifárias do Mercosul e da União Europeia, com destaque para a liberalização gradual, os prazos estendidos de desgravação, as exclusões tarifárias e os instrumentos de defesa comercial. Esses elementos, segundo a Secretária, contribuem para assegurar condições de adaptação da indústria nacional e mitigar impactos em segmentos mais sensíveis.
Também foram abordados aspectos técnicos relevantes, como regras de origem específicas para o setor químico, requisitos de processos produtivos, mecanismos de verificação e iniciativas de cooperação aduaneira.
A apresentação incluiu, ainda, temas como salvaguardas bilaterais, defesa comercial, solução de controvérsias, compras governamentais, propriedade intelectual e comércio e desenvolvimento sustentável, destacando a aderência do acordo às regras da Organização Mundial do Comércio e sua convergência com os objetivos de desenvolvimento industrial do País.
Por fim, Daniela Matos ressaltou que a assinatura e a futura entrada em vigor do Acordo Mercosul–União Europeia inauguram uma nova fase nas relações comerciais entre os blocos. O principal desafio, segundo ela, será transformar as oportunidades previstas em resultados concretos para o setor produtivo. Nesse contexto, reforçou o compromisso do Governo Federal em atuar de forma articulada com o setor privado, por meio de capacitação, disseminação de informações, parcerias institucionais e apoio à internacionalização das empresas brasileiras.
Para acessar informações sobre o Acordo de Parceria entre o Mercosul e a União Europeia, clique aqui.