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Notícias Abiquim

“Entender os mercados, investir na indústria local e desenvolver especialidades com menor impacto ambiental — esse é o caminho que orienta nossas decisões.”

Quarta-Feira, 01 de Abril de 2026


Ariana Bottura - Diretora de Planejamento Estratégico da Lubrizol
Crédito: Lubrizol/Divulgação

 

Assim que você acorda, a química já começa a fazer parte da sua rotina - na pasta de dente, no cuidado com a pele, no conforto do tênis ou no desempenho do carro. É nesse cotidiano, muitas vezes invisível, que atuam as especialidades químicas desenvolvidas pela Lubrizol, multinacional que se aproxima de um século de atuação, com presença em diversos mercados e forte investimento em inovação. À frente do Planejamento Estratégico da empresa no Brasil, Ariana Bottura destaca os desafios de ampliar a competitividade da produção local em um cenário global dinâmico, ao mesmo tempo em que avança em soluções mais sustentáveis. Nesse contexto, reforça o papel da Abiquim como articuladora estratégica para o fortalecimento da indústria química no País.

 

Como você avalia hoje o papel da Abiquim no apoio às empresas de pequeno e médio porte do setor químico?

A Abiquim tem um papel fundamental como voz institucional da indústria química no Brasil. Em um ambiente desafiador e em constante transformação, a atuação da entidade é essencial para articular políticas públicas, acompanhar mudanças regulatórias e defender condições mais equilibradas de competitividade. Esse suporte beneficia empresas de todos os portes, ao fortalecer o ambiente de negócios e contribuir para decisões mais estratégicas e alinhadas ao cenário global.

 

Sua empresa participa de programas como o Atuação Responsável® e o SASSMAQ? Como tem sido essa experiência?

Sim. A Lubrizol participa do Atuação Responsável®, em linha com seu compromisso global com o Responsible Care, e prioriza parceiros logísticos certificados pelo SASSMAQ. Esses programas estão incorporados à cultura da empresa e aos seus processos de gestão, elevando os padrões de saúde, segurança e sustentabilidade. Além disso, contribuem para fortalecer toda a cadeia, ao estimular práticas mais responsáveis e consistentes.

 

Na sua opinião, quais são hoje os principais desafios ou barreiras para avançar nesses programas? Há algo que poderia ser aprimorado?

Um dos desafios está na compreensão mais ampla de como esses programas se complementam com certificações já consolidadas, como as normas ISO. Como não é um tema trivial, ampliar a comunicação e o processo de educação sobre essa integração pode facilitar a adesão e o engajamento das empresas. Também é importante evidenciar de forma clara o retorno desses investimentos, especialmente para empresas que ainda estão avaliando sua entrada nesses programas.

 

Na sua visão, de que forma iniciativas como essas contribuem para a competitividade, a segurança e a sustentabilidade do setor?

Essas iniciativas elevam o padrão da indústria como um todo. Ao promover melhores práticas em saúde, segurança e meio ambiente, elas aumentam a confiabilidade da cadeia, fortalecem a reputação do setor e contribuem para um crescimento mais sustentável. Além disso, estimulam um movimento contínuo de melhoria e exigência entre os elos da cadeia, o que acelera a evolução do setor e amplia sua competitividade.

 

Alguma iniciativa da Lubrizol que gostaria de compartilhar no sentido de inspirar outras empresas?

Um dos destaques recentes é o lançamento do Beauty Research Institute no Brasil, que amplia a capacidade de inovação local ao integrar desenvolvimento, testes em consumidores e análise de tendências. Além disso, a empresa tem investido na produção local e no desenvolvimento de soluções sustentáveis, como especialidades químicas com base biológica e alinhadas aos princípios da química verde. Esses avanços reforçam o compromisso com inovação, sustentabilidade e competitividade, além de demonstrar o potencial do Brasil como polo estratégico para o desenvolvimento de soluções globais.