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Abiquim destaca previsibilidade e MRV robusto em debate sobre mercado de carbono

Terca-Feira, 24 de Marco de 2026

Crédito: Abiquim/Divulgação

 

A construção do mercado regulado de carbono no Brasil entrou em uma nova fase de detalhamento institucional e técnico, com foco na governança e nos prazos de implementação — debate que contou com a participação da Abiquim no evento “Do Marco Legal à Implementação: Diálogos sobre o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões”, realizado em 19 de março, em Brasília, pelo ICC Brasil em parceria com a WayCarbon. A iniciativa marca o encerramento do projeto Carbon Markets Framework Assessment to Support the Federal Government, com apoio da SEV/MDIC e do UK PACT Brasil -  e que reúne experiências internacionais e propõe diretrizes técnicas para a regulamentação do mercado de carbono no país, com foco em credibilidade, transparência e alinhamento global.

 

Na abertura do evento, que reuniu representantes do governo e do setor produtivo, a secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Julia Cortez da Cunha Cruz, destacou que o avanço do mercado de carbono exige uma abordagem integrada entre sustentabilidade e desenvolvimento industrial, com a Nova Indústria Brasil (NIB) como eixo estruturante. Em seguida, o subsecretário de Implementação da Política Climática do Ministério da Fazenda, Thiago Barral, detalhou a governança e o cronograma de implementação, reforçando a necessidade de avançar com celeridade diante do prazo de 2026 para a conclusão da primeira fase.


Representando a indústria química no painel “Experiências do setor privado em mercados regulados ao redor do mundo”, Carolina Sartori, coordenadora de Sustentabilidade da Abiquim, enfatizou que a efetividade do mercado de carbono dependerá de um sistema de Monitoramento, Relato e Verificação (MRV) robusto e adaptado às especificidades brasileiras. Para a executiva, a diversidade da indústria química exige regras claras e estáveis, capazes de assegurar previsibilidade — especialmente em relação ao preço do carbono — como condição essencial para viabilizar investimentos em descarbonização.

 

Sartori também chamou atenção para a necessidade de harmonização entre os mercados regulado evoluntário, ponto considerado estratégico para garantir eficiência e evitar distorções. Além disso, destacou que mecanismos de ajuste de carbono na fronteira podem representar uma oportunidade relevante para o Brasil. Segundo ela, a menor intensidade de carbono da indústria química nacional em comparação a outros países posiciona o setor de forma competitiva, com potencial para impulsionar a reindustrialização e reduzir a ociosidade produtiva.

 

Sob a moderação de Danielle Berini, Coordenadora de Policy para Sustentabilidade da ICC Brasil, o painel contou ainda com a participação de Roberta Versiani, Gerente de Relações Governamentais da ABAL, e Guilherme Abreu, Gerente Geral de Sustentabilidade da ArcelorMittal Brasil.