A partir da esquerda: Lucien Belmonte (Abividro), Eder da Silva (Abiquim), Luís Fernando Quilici (Aspacer),
Gabriel Jacob (Matrix Energia), Guilherme Palhoto (Axia Energia) e Sylvie D´Apote (PRYSMA Consultores
(em participação online)
Crédito: Aspacer/Divulgação

“O acesso a insumos básicos a preços competitivos é fundamental para fortalecer a indústria química brasileira, ampliar a produção nacional e estimular investimentos. No caso do gás natural, precisamos avançar na concorrência, na transparência da formação de preços e na ampliação da oferta.”

A avaliação é do gerente de Economia e Comércio Exterior da Abiquim, Eder da Silva, que participou, em 8 de outubro, da Sessão Energia do 10º Congresso da Indústria Cerâmica de Revestimento, em São Paulo. O debate reuniu representantes de setores industriais intensivos em energia e especialistas para discutir os desafios do mercado de gás natural e de energia elétrica e seus impactos sobre os custos de produção e a competitividade da indústria brasileira.

Moderada por Luís Fernando Quilici, da Associação Paulista das Cerâmicas de Revestimento (Aspacer), a sessão contou também com Lucien Belmonte, da Associação Brasileira da Indústria do Vidro (Abividro); Gabriel Jacob, da Matrix Energia; Guilherme Palhoto, da Axia Energia; e Sylvie D´Apote da Prysma Consultores, cuja participação se deu no modo virtual.

Entre os temas discutidos estiveram a abertura do mercado de gás natural, a ampliação da concorrência e da oferta, o gas release, a harmonização regulatória entre os estados, as possibilidades de suprimento a partir do gás argentino e as mudanças no mercado livre de energia elétrica. A conversa também abordou o papel da infraestrutura, da previsibilidade regulatória e das estratégias de contratação para reduzir custos e dar mais segurança ao consumidor industrial.

Na Agenda Química 2027–2035, a Abiquim defende medidas para tornar o gás natural mais competitivo, incluindo a implementação dos mecanismos de gas release previstos na Lei do Gás, o fortalecimento da concorrência e a ampliação do mercado livre. A proposta estabelece como objetivo reduzir o custo do gás de US$ 10,8 para US$ 5,0 por milhão de BTU (MMBTU) até 2035, contribuindo para ampliar a competitividade da indústria química e estimular a transformação de recursos naturais em produtos de maior valor agregado.