
Daniel Simões Ferry e Renata Souza (Abiquim)
Crédito: Abiquim/Divulgação
A utilização de gases espaciais produzidos pela indústria química brasileira na infraestrutura do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, abriu a discussão sobre novas oportunidades para o setor químico no segmento aeroespacial.O tema foi tratado durante reunião realizada, no dia 29 de setembro, entre a Abiquim e o Tenente-Coronel Aviador Daniel Simões Ferry, líder de Projetos da Diretoria de Projetos e Negócios da ALADA, empresa estatal federal subsidiária da NAV Brasil e vinculada ao Ministério da Defesa por meio do Comando da Aeronáutica.
O encontro teve como objetivo avaliar possibilidades de cooperação técnica entre a Abiquim e a ALADA, aproximando o setor químico de um mercado estratégico e de alta complexidade tecnológica, especialmente diante da perspectiva de expansão dos lançamentos de foguetes comerciais no país. A iniciativa também dialoga com os esforços brasileiros para ampliar sua participação e competitividade no cenário aeroespacial global.
Localizado próximo à linha do Equador, o Centro de Lançamento de Alcântara possui uma posição geográfica que favorece o lançamento de satélites, com potencial para maior eficiência e redução de custos em determinadas operações. Essa característica confere ao país uma vantagem estratégica e abre perspectivas para o desenvolvimento de uma cadeia nacional de fornecedores associada ao setor aeroespacial.
Para a indústria química, a aproximação representa a possibilidade de explorar novos mercados e contribuir com produtos e soluções essenciais à atividade espacial. A cooperação em discussão busca, assim, unir competências dos setores público e produtivo para transformar vantagens estratégicas do país em oportunidades concretas de desenvolvimento científico, tecnológico e econômico.