Foto oficial do evento



Nos dias 20 e 21 de novembro, a Abiquim participou do workshop para representantes da indústria química e da comunidade científica, promovido pela Organisation for the Prohibition of Chemical Weapons (OPCW), em Haia, na sede da entidade, na Holanda, para debater temas relacionados à convenção de armas químicas.

 

O foco principal do encontro foi explorar uma série de tópicos já destacados pelo Scientific Advisory Board (SAB) da OPCW, no sentido de elaborar um material de discussão para os futuros trabalhos dentro do Cluster Industrial para os Estados-Membros, visando a prevenção do ressurgimento de armas químicas e a redução de ameaças do terrorismo químico.

 

Na pauta, características de algumas indústrias químicas tradicionais; características de algumas indústrias químicas em desenvolvimento tais como a de ingredientes farmacêuticos altamente ativos (HAPI); a produção biológica de produtos químicos; tecnologias industriais emergentes como Inteligência Artificial; tecnologia de fluxo contínuo e ferramentas disponíveis; e experiências da indústria química na implementação da Convenção. Neste tópico, a Abiquim fez uma apresentação sob o tema ‘O papel da indústria na prevenção da proliferação de Armas Químicas’.

 

Em linhas gerais, Luiz Shizuo Harayashiki, gerente de Gestão Empresarial da Abiquim, deu um panorama do setor químico no Brasil, explicou as diretrizes do Programa Atuação Responsável ®, além dos demais programas implementados no País, visando saúde, segurança e meio ambiente. 

Luiz Shizuo Harayashiki

No que tange ao programa associado à própria OPCW, Shizuo relacionou os seguintes objetivos da indústria química nacional: facilitar a implementação nacional da convenção com foco na indústria química; promover o uso pacífico da química; melhorar as competências dos especialistas da indústria, do meio acadêmico e dos governos dos Estados-Membros nos domínios da engenharia química, gestão integrada de produtos químicos, segurança e proteção química e áreas afins; e ampliar o conjunto de talentos para cargos relacionados à indústria química nas Autoridades Nacionais. “O maior desafio é mantermos esse ciclo girando em melhoria contínua, já que temos importantes demandas como ESG, custos de matéria-prima e infraestrutura logística muito caras, e matriz logística sem multimodalidade”, ressaltou o gerente da Abiquim.

Concluindo sua participação, Shizuo afirmou que o Sistema Brasileiro de Controle de Transferência de Bens Sensíveis conta com sólido aparato institucional e jurídico, citando a legislação abrangente e a coordenação contínua entre órgãos e agências governamentais; além de ser eficiente, destacando o procedimento simplificado de licenciamento (SISCOMEX) e os controles integrados de regimes e convenções. “Continuamente, esse sistema  é melhorado por meio de atividades de extensão, revisão da legislação, bem como treinamentos”, finalizou o gerente da Abiquim, enfatizando que a Indústria Química e a Autoridade Nacional Brasileira trabalham em perfeita harmonia em um processo de melhoria contínua.

 

O workshop contou ainda com a participação da Indústria Química e membros da International Union of Pure and Applied Chemistry (IUPAC), além de representantes do European Chemical Industry Council (CEFIC) e Chemical Business Association (CBA).

 

Para informações adicionais sobre o tema, basta entrar em contato com Luiz Shizuo Harayashiki pelo email luiz.shizuo@abiquim.org.br