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Na manhã da última quinta-feira (06), no Palácio do Planalto, em Brasília, o presidente-executivo da Abiquim, André Passos Cordeiro, participou da reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI). O Conselho, que estava desativado desde 2015, está sob a coordenação de Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

 

Na abertura do encontro, Alckmin fez uma apresentação com dados que mostram a desindustrialização precoce do Brasil e relacionou algumas medidas que já estão sendo implementadas. Ele destacou a importância do gás natural para várias áreas, especialmente para a indústria química, ao comentar a recente reunião do ‘Comitê Gás para a Indústria’ na Fiesp. 

O presidente Lula, que também esteve presente no evento, afirmou que da parte do governo, “serão três anos e meio em que ninguém vai poder se queixar que sua gestão está atrapalhando, já que estão sendo criadas todas as condições para induzir o crescimento econômico do país”. Ainda segundo ele, “Não voltei a governar esse país para fazer o mesmo que eu já fiz. A gente voltou para tentar fazer as coisas diferentes. E fazer a revolução industrial nesse país para ser competitivo de verdade, a hora é agora. A gente vai ter que investir na indústria de gás. E parar com essa história de que o país não pode ter gás. O Brasil pode ter gás; pode ter o que ele quiser; é só ele querer. Ele pode ter, aliás a indústria que quiser”, ressaltou Lula, enfatizando sobretudo, seu grande diferencial e poder na questão da transição energética em relação aos demais países do mundo.

 

Para Passos, as falas de Alckmin e Lula vão totalmente de encontro ao que a indústria química defende. “Não faz sentido essa discussão se tem ou não gás natural. O Brasil tem gás suficiente para atender as necessidades do país, com o tamanho que ele tem, com o tamanho da indústria brasileira e com o tamanho que ela que ela quer ter. Basta tomar essa decisão. Para explorar todo esse potencial, falta investimento em infraestrutura de escoamento e de processamento de gás natural, da plataforma até a costa, ajustes nas rotas 1 e 2, conclusão da rota 3, adaptação das unidades de processamento de gás natural como a de Caraguatatuba, mas sobretudo, uma política pública que organize tudo isso, relaciona o presidente-executivo da Abiquim.

 

Passos diz ainda que entregar gás para indústria é um dos elementos para a geração de renda no Brasil. “Precisamos que esse projeto de entregar gás à indústria siga em frente e concretamente. Temos a vontade política do governo e da própria indústria. O setor químico, por exemplo, tem condições de fazer um investimento na ordem de R$ 70 bilhões a partir da disponibilidade desse gás, sem contar sua capacidade ociosa que hoje está em 35% e que pode ser superada mediante essa maior oferta do insumo.”

 

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial conta com representantes do governo – 20 ministérios e o BNDES – e 21 conselheiros representantes da sociedade civil, entre entidades científicas, industriais, como a Abiquim e dos trabalhadores. 

 

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