Foto: Divulgação/Grupo Ultra
Não há como falar em indústria química brasileira sem mencionar o nome de Paulo Guilherme Aguiar Cunha. Líder empresarial, idealista, inovador, seu empenho inspirador na criação e no desenvolvimento do setor químico nacional será para sempre seu grande legado.
Paulo Cunha, então como diretor presidente Oxiteno (Grupo Ultra), foi presidente da Abiquim de 1979 a 1983, período de grande prosperidade do setor e do nascimento daquele que viria a ser um dos grandes polos petroquímicos do Brasil, o de Camaçari, na Bahia.
A liderança de Paulo Cunha frente à Abiquim foi fundamental na ação política da associação, no momento em que o país enfrentava grandes desafios da época, como a segunda crise do petróleo e o choque de juros dos Estados Unidos.
Na Abiquim, Paulo Cunha foi o grande responsável por dar à entidade maior autonomia na gestão do conhecimento e inovação. Para fortalecer seu perfil mais técnico e moderno, foram criadas em sua gestão as comissões de trabalho, estrutura que permanece até hoje na associação. A primeira a ser criada foi a Comissão de Mercado, que mais tarde se chamaria Comissão de Economia. Viriam depois as comissões de Meio Ambiente, Tecnologia e Comércio Exterior.
A Abiquim manifesta aos familiares e amigos o seu mais profundo pesar pelo falecimento de Paulo Cunha, ao mesmo tempo em que expressa eterna gratidão por sua extraordinária contribuição para a indústria química brasileira.