Em cerimônia realizada no dia 11 de março, o governo lançou o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF) 2022/2050 com o objetivo de fortalecer a competitividade da produção e distribuição nacional de fertilizantes no Brasil de forma sustentável, diminuindo a dependência externa e ampliando o desenvolvimento do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

 

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, participou do evento e explicou que, embora o plano tenha sido lançado durante o atual conflito entre Rússia e Ucrânia – países que exportam fertilizantes para o Brasil – ele não é uma reação, mas sim uma solução para tratar de um problema estrutural de longo prazo. Ela ainda ressaltou que o PNF é plano de Estado e não de governo. A meta é diminuir a dependência de importações, em 2050, de 85% para 45%, mesmo que dobre a demanda por fertilizantes.

 

Segundo o presidente Jair Bolsonaro, não faz sentido um país como o Brasil, que tem a tabela periódica química inteira em seu território, continuar importando 80% das principais matérias-primas dos fertilizantes: potássio, fosfato e nitrogênio e sequer seguir queimando gás natural, já que ele é um insumo na cadeia de fertilizantes. Paulo Guedes, ministro da Economia, ressaltou ainda que essas questões estão sendo atacadas em diversos comitês, entre eles, o de política energética e comitê de política natural. “Estamos criando um ambiente de negócios, ouvindo todos: setor produtivo, comunidade científica etc”, reforçou Guedes.

 

Para tanto, o governo instituiu ainda no evento o Conselho Nacional de Fertilizantes e Nutrição de Plantas, órgão que vai implementar o projeto com foco nos principais elos da cadeia – indústria tradicional, produtores rurais, cadeias emergentes, novas tecnologias, uso de insumos minerais, inovação e sustentabilidade ambiental.

 

A Abiquim, que participou das discussões para a construção do plano, também marcou presença na cerimônia, assim como o ministro Bento Albuquerque (Minas e Energia) e o secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência (SAE/PR), Flávio Rocha.

 

A exemplo do Plano Nacional de Fertilizantes, e com o objetivo de propor a construção de uma política de estado para indústria química, a Abiquim está elaborando com a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE) uma agenda para o mês de abril, dentro do projeto Diálogos com a Química, para mostrar a importância do setor para o desenvolvimento do País. Como indústria de base, ela tem efeito propulsor na economia e que se reflete nos demais setores, atuando como provedora de insumos, matérias-primas, serviços e soluções para a agricultura, saúde humana e animal, setor automotivo, construção civil, óleo e gás, cosméticos, eletroeletrônico, dentre outros.