Por Comissão de Silicones
Resistente a bactérias e facilmente esterilizável, o silicone possui diversas aplicabilidades no ramo médico-hospitalar, satisfazendo os mais altos padrões de qualidade exigidos. Globalmente, esse mercado consome cerca de 40 mil toneladas de silicone por ano, usadas na produção de variados insumos farmacêuticos e hospitalares, como cânulas, tubos traqueais, respiradores, próteses, reanimadores e ventiladores manuais, entre outros.
Para os hospitais, a tecnologia do silicone contribui para a redução de riscos à vida dos pacientes e dos custos com aquisição de equipamentos, já que proporciona durabilidade após vários ciclos de esterilização, entre outros atributos. Já para os usuários dos serviços médicos, o bem-estar e a segurança proporcionados não têm preço.
O produto é famoso pela alta biocompatibilidade e biodurabilidade, sendo ideal em aplicações que envolvem implantes de longo prazo no corpo humano. Sua flexibilidade também é uma importante característica, diminuindo o desconforto dos pacientes durante e após a realização de procedimentos.
E a versatilidade do silicone não para por aí. Que o diga as pessoas que tiveram membros amputados. Nos últimos anos, o material tem sido bastante utilizado na produção de próteses mecânicas realistas, que não apenas possibilitam maior conforto e autonomia para esses pacientes, mas também promovem o bem-estar emocional, já que é possível recobrir as peças com silicone. E o melhor: na cor do tom de pele do usuário.
SETOR SOLIDÁRIO
Além de estar presente na produção de produtos usados no tratamento de pessoas contaminadas pelo novo coronavírus, o setor teve importante contribuição no enfrentamento da Covid-19. “A indústria de silicones se uniu para produzir e doar 25 toneladas de álcool em gel aos hospitais próximos às plantas das empresas, além de firmar parcerias com universidades para garantir a produção do produto, que se tornou escasso no início da pandemia”, ressalta Renata Campos, líder técnica da Dow.
E o setor foi além, realizando a doação de mais de 25 mil dólares para ajudar cooperativas de catadores, além de trabalhar em conjunto com clientes locais para produzir cerca de mil colchões para um hospital de campanha na Bahia.
GERAÇÃO DE EMPREGOS
O setor de silicones movimenta no Brasil 250 milhões de dólares por ano, trazendo aspectos positivos também na geração de empregos. Segundo a GSC (Global Silicones Council), organização internacional sem fins lucrativos que representa empresas que produzem e vendem produtos de silicone em todo o mundo, só nos Estados Unidos, mais de 300 mil pessoas estão diretamente empregadas em tecnologia médica. Já na indústria farmacêutica, esse número chega a mais de 4 milhões de pessoas em todo o mundo.
Silicone: reinventando o hoje para transformar o amanhã.