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Grupo União Pela Energia faz alerta sobre disparada do preço do gás em 2022

Terca-Feira, 16 de Novembro de 2021

No dia 10 de novembro, o Grupo União Pela Energia, formado por dezenas de associações do setor elétrico e industrial, compartilhou um comunicado alertando sobre uma sucessiva alta no preço do gás em 2022.

 

De acordo com a diretora de Economia e Estatística da Abiquim, Fátima Giovanna Coviello Ferreira, caso esse cenário se concretize, a competitividade da indústria química ficará ainda mais fragilizada. “Hoje a indústria química representa 25% da demanda de gás do setor industrial, incluindo tanto o seu uso energético, quanto o uso de matéria-prima, transformando a molécula de metano e também os líquidos de gás em produtos de maior valor agregado, aproveitando todas as frações contidas no gás”.

 

A executiva afirma que atualmente o consumo de gás pela indústria química fica entre 8 e 10 milhões de metros cúbicos/dia, incluindo os dois usos. “E é no gás natural como matéria-prima que o Brasil tem um enorme potencial de expansão. Ele entra com cerca de 80% dos custos de produção dos fertilizantes, por exemplo, cuja demanda do Brasil hoje é praticamente atendida por importações. O mesmo ocorre com o metano, lembrando que o Brasil já foi um dia autossuficiente nessas duas cadeias, hoje atendidas por importações”, explicou a diretora da Abiquim.


Leia a nota do Grupo União pela Energia na íntegra:

 

“Preço do gás pode disparar em 2022.

Informações que circulam no mercado sinalizam que a Petrobras tem apresentado propostas comerciais às distribuidoras que estão descontratadas, vinculando o valor do gás natural ao preço spot do GNL no mercado internacional.

Os preços podem aumentar de 100% a 200%, a depender do prazo do contrato, que também não preveem cláusula de saída para o mercado livre, travando a abertura por mais quatro anos.

60% do mercado nacional está descontratado para o próximo ano, expondo boa parte do consumo nacional a estes preços.

A Abrace está em contato com a Abegás e o Fórum do Gás para explorar caminhos que possam proteger os consumidores desses aumentos, especialmente considerando a posição da Petrobras no mercado. Vamos compartilhar aqui no União Pela Energia para também atuarmos nessa causa.”