
O Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Química do Estado de São Paulo da Fiesp, do qual a Abiquim faz parte, promoveu, em 16 de setembro, na sede da Federação, em São Paulo, reunião para apresentação do estudo “Panorama do Complexo Químico Brasileiro e Agenda Estratégica”. Elaborado pela LCA Consultoria Econômica, com apoio da Macrotempo, a pedido do Instituto Nacional do Desenvolvimento da Química (IdQ), o levantamento foi apresentado pelo professor Luciano Coutinho, ex-presidente do BNDES e responsável pelo estudo.
A análise traça um panorama do complexo químico brasileiro e identifica desafios que afetam sua competitividade, como custos de matérias-primas e energia, entraves regulatórios, concorrência desleal e necessidade de maior escala produtiva. O estudo também ressalta que o País reúne ativos importantes para o desenvolvimento do setor, como gás natural, uma matriz elétrica de baixa emissão, biomassa, biodiversidade e um amplo mercado consumidor.
Entre as conclusões, o levantamento aponta que a recuperação da participação da produção nacional no atendimento à demanda doméstica pode acrescentar R$ 161 bilhões ao PIB até 2036, além de gerar 1,5 milhão de empregos, R$ 55 bilhões em massa salarial e R$ 38 bilhões em arrecadação tributária. As oportunidades passam, ainda, pelo avanço da bioeconomia e pelo desenvolvimento de uma petroquímica de baixo carbono.